| Poema Fronto-horizontal |
[ Sunday
Jul 23, 2006
@ 7:05pm] |
As minhas poesias morrem no papel Mal nascem e amorfas renascem Em cada peito.
E tudo de que me é perfeito Nas entrelinhas se desmente.
Cada olhar alheio Reverte-me o pensamento Pondo-me no inverso-incompleto A solidão.
(datilografado)
 (pura falta de imagens)
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| ... |
[ Monday
Jul 03, 2006
@ 2:09pm] |
Escutem os gritos! O meu corpo já vibra com eles. Cada pedaço de mim é grito; Enquanto o silêncio acorda.
Meu Deus escutem os gritos! Ritos de insanidade em meu peito escritos Podem agora escutar os gritos? (risos)
Escondo-os num sorriso Mas ainda como gritos Ensurdecem meus ouvidos Só eu posso ouvir os gritos.
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[ Monday
May 22, 2006
@ 11:00pm] |
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[ Friday
May 19, 2006
@ 12:51pm] |
Sem você (Tom Jobim e Vinícius de Moraes)
Sem você Sem amor É tudo sofrimento Pois você É o amor Que eu sempre procurei em vão Você é o que resiste Ao desespero e à solidão Nada existe E o mundo triste Sem você
Meu amor, meu amor Nunca te ausentes de mim Para que eu viva em paz Para que eu não sofra mais Tanta mágoa assim Sem você.
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| Bocejo-despedida da separação. |
[ Sunday
May 14, 2006
@ 6:10pm] |
Ouso gritar insanidade Pois já sem felicidade Ardo em lágrima incolor.
Ouso sufocar-me com o pudor Mesmo vendo a lápide Já decalcada do nosso amor.
Ouso-me, também cegar-me com ilusão; Doce-amargo do meu peito Que se dissolve em solidão.
Ouso sossegar em escuridão Livrando-me do teu lábio Num pernoite enluarado Surdo-mudo violão.
Que já não grita. Geme as tuas liras. Morenas-liras, morenas. Profundas e pequenas Tal qual teu corpo-violão.
Salve menina introversão da minha vida; Salve amor calado rebuscado; Salve a dor que por ti sinto; Salve a dor que a ti dei; Salve! O amor que sempre terei. Por ti menina.
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| Canção Pra Você Viver Mais. |
[ Saturday
May 13, 2006
@ 12:53am] |
Nunca pensei um dia chegar E te ouvir dizer: Não é por mal Mas vou te fazer chorar Hoje vou te fazer chorar
Não tenho muito tempo Tenho medo de ser um só Tenho medo de ser só um Alguém pra se lembrar Alguém pra se lembrar Alguém pra se lembrar
Faz um tempo eu quis Fazer uma canção Pra você viver mais Faz um tempo que eu quis Fazer uma canção Pra você viver mais
Deixei que tudo desaparecesse E perto do fim Não pude mais encontrar O amor ainda estava lá O amor ainda estava lá
Faz um tempo eu quis Fazer uma canção Pra você viver mais.
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[ Thursday
May 11, 2006
@ 11:11pm] |

És tudo.
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| Intitulâcia |
[ Tuesday
May 09, 2006
@ 12:27pm] |

"Mas sei que um amor assim pungente Não há de ser inultimente. A esperança A dança da corda-bamba de sombrinha E em cada passo dessa linha pode se machucar A esperança equilibrista Sabe que o show de todo artista tem que continuar..."
Eu Bêdado e a Equilibrista.
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| Fingimento de sinceridade. |
[ Sunday
May 07, 2006
@ 3:23pm] |
*
A minha pena a ti dada. Não a pena dos fracos A pena dos solitários, amargurados. Cala a tua pena, Minha pena Não dos outros; Como a fazes. Honre-me; O amargurado! Que a ti deu a plena luz de escrever, A maldição de viver nas entrelinhas de papeis amassados Sujos, puros e insensatos.
Move tua pena, Por mim, Teu eterno amor Desnaturado.
( título é o que menos imposta).
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| Smile. |
[ Saturday
May 06, 2006
@ 2:30pm] |

"What's the use of crying?"
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| Intitulância |
[ Thursday
May 04, 2006
@ 11:32am] |

Fardo da sabedoria, os tolos riem mais. E se tenho sorrisos não são tão plenos ou radiantes quanto o de um banguela que mal assimila o que aqui falo. Se não entenderes as entrelinhas passadas, considere-se feliz, ponha-se à margem de minha realidade e vá viver fora desse contexto Meu, embevecido com a própria inércia e limitado ao que enxerga e tangencia com os dedos ressecados. Não quero privar o direito ao sonho, quero sim, privar-me da realidade ainda a tendo, mas num conceito deliberadamente completo e vivível. Pois quero com meus dedos suados e minha vista lacrimosa de medo, atravessar o que tenho a meu redor, saindo dessa redoma e rindo como um tolo, incompleto tolo.
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| Bruce. |
[ Wednesday
May 03, 2006
@ 1:47pm] |

"Ó Shit abduziram o meu Gato!"( Vemos nessa linha a indignação do autor ao perceber a abdução de seu gato por Seres Extraterrestres, a Exclamação no fim da frase nos mostra o sentimento fluir com ferocidade)
“Ó Shit abduziram o meu Gato!” ( Nesta segunda linha, por que não dizer segunda estrofe, o autor evoca toda sua ira reprimida num grito iniciado por um palavreado dotado de puro estrangeirismo na linguagem, mostrando assim, sua capacidade de assimilação Lingüística, e sua formação poliglota.)
“Ó Shit abduziram o meu Gato!” (terceira e bela estrofe, neste ponto da Música o autor usa do vocativo para destacar seu grito para o mundo, lamentando de forma tênue a Abdução de seu Querido Gato).
“Ó Shit abduziram o meu Gato!” ( Quarta estrofe, podemos ver depois do artigo “o” e antes do Sujeito paciente “Gato” o termo “meu” mostrando a firmeza de que, o gato realmente é do Autor e dono do gato, até então não denominado).
“Ó Shit abduziram o meu Gato!” ( Quinta Estrofe, podemos notar agora, e só agora, que os o termo “Ó Shit abduziram o meu Gato!” é repetido em todas as estrofes até então, mostrando com essa insistência o apreço do Dono para seu Gato)
“Ó Shit abduziram o meu Gato!” ( Sexta Estrofe, sexto “Ó Shit abduziram o meu Gato!”, sexta vez que o Autor Grita ao leu por seu apreciado Gato, fazendo dessa música um apelo forte e comovente). ( lagrimas).
“Ó Shit abduziram o meu Gato!” ( Sétima estrofe, ah o Sete! Número divino segundo a bíblia, dia em que Deus descansou, mas aqui meus caros leitores vemos um homem desesperado de amor por seu Animal, incansável na busca dos mal feitores Extra terrestres que o levaram da terra! Será que realmente o levaram?
“Ó Shit abduziram o meu Gato!” ( Oitava estrofe, meu peito explode de emoção agora meus caros leitores, pois posso-lhes narrar essa voraz e romântica empreitada desse grande autor, que com sua sabedoria nos mostrou o ponto alto do amor entre dois seres de espécies diferentes, de nichos ecológicos diferentes. É com lágrimas escorrendo por meu rosto que passo para próxima estrofe).
“Ó Shit abduziram o meu Gato!”( Nona estrofe, Buáááááááá! – Choro eu escandalosamente agora- Ora pois, mas tenho que continuar essa Bela História! Como podemos ver a repetição do termo “Ó Shit abduziram o meu Gato!” não nos dá a certeza de que o Gato está realmente junto de seu dono, vendo nisso, claros Traços de textos de Machado de Assis, grande escritor Romântico brasileiro ( * 21 de junho de 1839 ;+ 29 de setembro de 1908 ). ( por favor antes de passar para próxima, última e emocionante estrofe Dedique um minuto de Seu silêncio para Esse grande Homem, e para Esse grande gato, que até agora não sabemos se vive.
1 min.
“Ó Shit abduziram o meu Gato! Bruce, Bruce! Cadê você?!” (Décima e última estrofe, podemos ver nesse fim trágico e lacrimoso que houve uma mudança significante na letra. Note que após o termo “Ó Shit abduziram o meu Gato!” repetido DEZ VEZES nesta canção – sem o menor cansaço do ouvinte, mostrando a grande habilidade do autor com o jogo de palavras- encontramos novos termos agrupadas da seguinte forma: Sujeito, Sujeito, advérbio de lugar e um novo sujeito. Podemos ver Que esta parte da música não constitui uma oração, pois não heá verbo, acentuando ainda mais a Habilidade de nosso perpetuo escritor com as palavras. Felis Catus – sublinhado pois aprendi no terceiro ano do ensino médio com o professor Carioca natural do Rio de Janeiro Emídio, que se sublinha o nome cientifico da espécie, é o verdadeiro nome de todo gato, mas como podemos ver existe a personificação carinhosa que o autor dá ao gato “ Bruce”, que vem do Francês que significa “matagal”, mas caros leitores não leve ao pé da letra tal tradução, pois o Autor quis dizer ,pondo esse nome em seu gato, que é da raça “persa”, que ele é bem fofinho e peludo vide o site http://www.guiaderacas.com.br/persa.shtml.
Finalizando a análise critica dessa bela Canção que mais me parece uma grande empreitada de amor da vida real, digo-lhes que escutemcom carinho esta música e reparem no final dela, a bela entonação do vocalista, biólogo, músico e letrista. Sua voz Aveludada mostra o lamento nos dizeres , “Bruce! Cadê você?!” ... Pondo qualquer mortal como eu, como você, em puro lamento e lagrimas.
Nota do Escritor – Aguardem a análise da versão estendida. Huhuhuhu.
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| CALA-TE BOCA! |
[ Tuesday
May 02, 2006
@ 6:47pm] |

Perífrase
Morbidez de sagacidade tênue Celeuma morta, imatura. Efebo inocente demasiadamente decrépito. Senis palavras atordoadas engasgadas, inertes. Capote do verbo, detrito mofado da fala. Salão esfumaçado de gargantas podres purulentas. Carniça vívida do vácuo. Vago momento. Movimentos calados. Olhares distantes. Vigília ilusória. Sossego desassossegado. Abstinência de álibis persuasivos. CALUDA! Silêncio.
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[ Wednesday
Apr 26, 2006
@ 6:10pm] |

Blé! Morta ou morta!
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| Eu Não Existo Sem Você |
[ Sunday
Apr 23, 2006
@ 12:59pm] |

Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim Qua nada nesse mundo levará você de mim Eu sei e você sabe que a distância não existe Que todo grande amor Só é bem grande se for triste Por isso, meu amor Não tenha medo de sofrer Que todos os caminhos me encaminham pra você
Assim como o oceano Só é belo com luar Assim como a canção Só tem razão se se cantar Assim como uma nuvem Só acontece se chover Assim como o poeta Só é grande se sofrer Assim como viver Sem ter amor não é viver Não há você sem mim E eu não existo sem você
Composição: Antonio Carlos Jobim / Vinicius de Moraes
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| ... |
[ Friday
Apr 21, 2006
@ 12:18am] |

Digo-lhes não saber da solidão Pois, sem razão não hei de tê-la E se razão tiver, hei de escondê-la Por trás de belos sorrisos cariados, amarelados E doridos...
(Merda velha)
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| Fardo. |
[ Friday
Apr 14, 2006
@ 1:29am] |
É de certa forma, provido de forma. Abstrato, desfigurado Quanto à forma, o Todo deforma, Rasga, amassa e desdobra.
Mas na desdobra não há mais forma É ruga frágil que ao simples toque se corta O murcho engelhado de formas tortas Corcunda entrevada, uma carcaça morta.
Um vulto mascado de figura torta, Sem restas de vida Nem restas de forma.
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| O baile da Quase-flor |
[ Thursday
Apr 06, 2006
@ 12:38pm] |

Acordei de mau humor O botão de rosa viu Nem se quer desabrochou Murcho e triste sucumbiu.
Nem com meu breve Fulgor O botão de rosa riu Sobre seu galho deixou Rolar um fel de gosto vil.
Que em mim a sós pairou Revelando um vazio Que naquela quase-flor Desabrochou no ventre hostil.
Murmurei por dentro a dor Que em mim quase explodiu Pobre pequenina flor Que nem como flor surgiu.
Dei-lhe a mão, mas com horror Vi brotar da rosa um frio Que em mim se dissipou Arrancando todo o Brio.
Adormeci fitando a flor Uma pétala caiu em meu peito repousou e um sorriso se abriu
Era minha pobre flor Que em meu jardim floriu Bailando e dando a tudo cor Com botões de rosas mil.
(rimas paias, infantis)
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| Libélula Branca (A Cronofobia) |
[ Tuesday
Apr 04, 2006
@ 5:21pm] |

Ainda de olhos fechados vi ao longe um embranquecer quase interrompido pela vastidão que ainda tomava o os infinitos lados de minha visão. Assim, no canto do olhar, surgia cada vez mais imponente o vulto. Eram horas que se passavam fora dali e ainda dentro daquele imenso cubículo, me senti prensado num ínfimo minuto, segundo... Não sei ao certo. Sei, não sei como, mas sei que sem mover as pálpebras senti o raiar do sol, ofuscando-me a vista e ressuscitando cada corpo que dela dependia para o começo da vida. Pus-me no lugar. Abandonado tudo e todos que de meu sonho participavam e buscando o chão frio, tentei me levantar. Enquanto meu corpo tentava se mover vi a concretização daquele vulto branco, agora, no centro de minha visão, estava ela, uma libélula ainda de formas indefinidas mas feita de todas as cores e sons. Minhas tentativas de alcançar o chão gélido cessaram agora dias se passavam naquele instante, a linda libélula me tirava todo o medo, e me rejuvenescia a cada inaudível badalar de relógio. Preso na minha própria percepção de tempo, deliberava-me ao som de suas asas, caladas para o mundo, e vibrantes para mim. O agora era um instante entre seus movimentos e meus sorrisos ressonantes. A beleza dos contrastes de suas asas na escuridão infinita me deliberava ao ponto de esquecer que a escuridão era o todo e naquele todo só havia eu e ela. Eu e ela, o tempo parado enquanto o mundo se retorcia como sempre, a vida se retorcia, menos a minha e a dela. Num ínfimo, mas real segundo, a dilatação negra se foi e vi a libélula esvaecer ao se confundir com o clarão do reflexo do sol no teto. Um segundo, foi só um segundo até eu voltar a ser tomado pela escuridão novamente. A libélula tornou-se um ponto de luz no fundo do infinito, e o instante agora era um peso em meu peito. A batida das asas ganhou um fervor e uma freqüência encontrados nos meus mais sufocantes pesadelos. Na tentativa de ergue-me da cama em busca da ducha fria vi a escuridão ser tomada por um clarão ocupado por um ponto negro. Sentindo-me acordado ouvi suas asas chamarem meu nome, enquanto o ponto escuro no fim de minha visão se aproximava buscando ser o todo novamente. A libélula gritava a cada espaço ocupado pela escuridão, e como por covardia deixei-a lá lutando a sós. Corri para fora de mim com gemidos quase inaudíveis, não era minha voz era um breve contorno da mesma. Sem poder abrir os olhos e deixar minha linda libélula morrer longe de mim. Vi o rangido da porta e uma mão estendida, então era chegado o fim do meu pior pesadelo.
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| Tango russo. |
[ Sunday
Apr 02, 2006
@ 1:17am] |
Era uma mulher de pulso De punhos cortados de modos confusos E desentoados, meio desvairados. Exausta, presa ao chão.
Dançava um belo tango russo Pondo-me calado quase que convulso E desesperado, por veto me calo. Exausto sob o não.
Desato meus pés dos dela e acho Que de certo modo encontro-me a salvo E por bons bocados, passo cabisbaixo. Preso à solidão.
Declaro ao mundo guerra e paro Vendo suas pernas num belo compasso Ao som do tango russo, e como por impulso estou novamente são.
(é pra ser uma música, mas ta sem melodia certa)
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